Como usar o Diagrama de Ishikawa no planejamento de eventos
Planejar um evento corporativo de sucesso é uma tarefa complexa, pois cada detalhe pode impactar no resultado, positivamente ou negativamente. Por isso, utilizar ferramentas de gestão pode ser um grande diferencial para reduzir riscos, identificar falhas e aumentar as chances de alcançar os objetivos definidos pela empresa.
Nesse sentido, o Diagrama de Ishikawa, também conhecido como diagrama de causa e efeito pode ser uma ferramenta eficiente para ajudar equipes a antecipar problemas e criar planos de ação, a fim de garantir uma experiência memorável para os participantes.
Confira, neste artigo, como usar o Diagrama de Ishikawa no planejamento de eventos com um exemplo prático de como essa ferramenta pode beneficiar sua ocasião.
O que é o Diagrama de Ishikawa?
O Diagrama de Ishikawa é uma representação gráfica em forma de espinha de peixe, desenvolvida pelo engenheiro japonês Kaoru Ishikawa. A ferramenta visa identificar as possíveis causas que levam a um determinado efeito ou problema. No “cabeça do peixe”, coloca-se o efeito ou resultado indesejado. Já nas “espinhas” são distribuídas as categorias de causa:
- Máquina (tecnologia/equipamentos)
- Método (processos);
- Meio ambiente (local, contexto, fatores externos);
- Mão de obra (equipe, pessoas);
- Material (insumos, recursos);
- Medida (indicadores e métricas de controle);
- Máquina (tecnologia/equipamentos).
Em suma, o Diagrama de Ishikawa permite analisar as diferentes dimensões envolvidas em um problema, evitando conclusões precipitadas e garantindo uma visão mais completa antes da tomada de decisões
Por que aplicar o Diagrama de Ishikawa em eventos corporativos?
Eventos corporativos envolvem diversos fornecedores, cronogramas apertados, bem como a expectativa de diferentes públicos. Assim, caso ocorram falhas em qualquer etapa do planejamento, a experiência e os resultados do evento podem ser comprometidos.
Dessa maneira, o uso do Diagrama de Ishikawa ajuda a:
- Mapear riscos: visualizar falhas antes que elas ocorram.
- Organizar o planejamento: organizar as ações de acordo com as possíveis causas de problemas.
- Tomar decisões mais assertivas: ao entender a raiz dos problemas, as soluções se tornam mais eficazes.
- Promover colaboração: essa ferramenta é ideal para discussões em equipe.
- Aumentar a qualidade do evento: além disso, um bom planejamento de evento reduz imprevistos e melhoram a satisfação dos participantes.
Como aplicar o Diagrama de Ishikawa no planejamento de eventos?
A seguir, veja um passo a passo de como utilizar o diagrama na prática:
Defina o efeito ou problema a ser analisado
Primeiramente, é necessário definir o foco do diagrama. Em eventos, isso pode variar conforme o momento do planejamento. Alguns exemplos incluem:
- Baixa adesão de participantes.
- Problemas com atrasos na execução do evento.
- Feedback negativo sobre a experiência.
Esse efeito deve ser escrito no local que representa a “cabeça do peixe”.
Identifique as categorias principais de causas
Em segundo lugar, devem ser preenchidas as categorias, que podem ser adaptadas para o universo dos eventos corporativos, como por exemplo:
- Equipe (mão de obra): qualificação, comunicação, treinamento.
- Processos (método): organização do cronograma, logística, fluxo de atividades.
- Infraestrutura (máquinas e meio ambiente) – tecnologia, internet, equipamentos, espaço de eventos.
- Fornecedores (materiais): qualidade do buffet, cenografia, audiovisual.
- Indicadores (medidas): métricas de engajamento, ROI, satisfação.
Desse modo, essas categorias serão as “espinhas” principais do diagrama.
Liste causas possíveis em cada categoria
Nessa etapa, o trabalho coletivo da equipe é muito importante, pois cada causa deve ser colocada como um ramal dentro da categoria correspondente. Por exemplo:
- Equipe: falta de treinamento, comunicação falha, sobrecarga de tarefas.
- Processos: cronograma mal definido, ausência de plano B, bem como burocracia na aprovação de fornecedores.
- Infraestrutura: falha no sistema de som, internet instável, espaço de eventos pequeno.
- Fornecedores: atraso na entrega, má qualidade, problemas com contratos.
- Indicadores: falta de pesquisas de satisfação ou ausência de metas claras.
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Analise as causas raízes
Nem todas as causas listadas têm o mesmo peso. Por isso, é necessário analisar qual delas realmente influencia o problema central. Isso pode ser feito, por exemplo, a partir de de debates, votação em equipe ou até com a técnica dos “5 porquês”, que ajuda a chegar à causa raiz de cada questão.
Exemplo:
- Problema: atrasos no cronograma do evento.
- Causa inicial: fornecedores não entregam no prazo.
- Por quê? Não há cláusula contratual de penalidade. O processo de contratação não previu exigências claras. A equipe responsável não possuía um checklist padronizado.
Elabore planos de ação
Com as causas raízes identificadas, é hora de definir soluções práticas para resolução de problemas. Por exemplo:
- Criar um checklist para contratação de fornecedores.
- Realizar treinamento da equipe em gestão e comunicação.
- Definir cláusulas contratuais claras, incluindo multas por atraso.
Atenção: acompanhe e priorize essas ações ao longo do planejamento do evento.
Monitore e ajuste continuamente
Acima de tudo, o Diagrama de Ishikawa não deve ser visto apenas como um documento para ser guardado na gaveta. Ele pode (e deve) ser atualizado durante todo o processo de organização do evento. Ao longo das reuniões, por exemplo, novas causas podem surgir, o que demandará ajustes no processo de organização.
Exemplo prático: baixo engajamento de participantes no evento
Agora que você já compreendeu como funciona o Diagrama de Causa e Efeito, vamos ver como aplicá-lo na prática. Imagine uma convenção corporativa em que a empresa identificou baixo engajamento dos participantes. Ao aplicar o diagrama, surgiram as seguintes causas:
- Equipe: palestrantes pouco preparados e com baixa interação com o público.
- Processos: agenda extensa, sem intervalos adequados.
- Infraestrutura: recursos audiovisuais limitados.
- Fornecedores: material de apoio de qualidade inferior.
- Indicadores: ausência de pesquisas prévias para entender os interesses dos participantes.
Conclusão
Em resumo, neste artigo você aprendeu que o sucesso de um evento corporativo pode ser comprometido por falhas no planejamento. Por isso, o Diagrama de Ishikawa se apresenta como uma ferramenta de gestão poderosa para identificar, analisar e solucionar problemas na organização de eventos.
Portanto, ao adaptar essa metodologia ao universo dos eventos, é possível mapear riscos, compreender as causas raiz, bem como tomar decisões mais assertivas no planejamento.
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Referências
MONTEIRO, Fabiani Dantas. Diagrama de Ishikawa: a importância da ferramenta na identificação e controle dos impactos negativos dos processos gerenciais de uma organização. 2022. Monografia (Bacharelado em Administração). Centro Universitário Atenas, Paracatu, 2022. Disponível em: https://www.atenas.edu.br/uniatenas/assets/files/spic/monography/1/1/DIAGRAMA_DE_ISHIKAWA__a_importancia_da_ferramenta_na_identificacao_e_controle_dos_impactos_negativos_dos_processos_gerenciais_de_uma_organizacao_2022.pdf
